APRAXIA

►Praxias: relações entre os movimentos e os objetos, exigindo níveis e estilos de organizações operativo e motoras. “Realização do ato motor aprendido” (ROTTA, 2006).

►As apraxias são perturbações ou desorganizações destas relações; atraso ou perda das funções responsáveis pela memória – ação motora.

► Grandes possibilidades de recuperação / prevenção / o cérebro “plástico” na criança.

► Piaget: as praxias não podem ser dissociadas das percepções (cognições ou gnósias) frizando aspectos cognitivos ou perceptomotores (ao agir, demonstra inteligência).

►As praxias, segundo Piaget, envolvem sistemas bem organizados, de movimentos coordenados em função de resultados intencionais. Eles são aprendidos, não são inatos – vem se construindo em organizações, a partir da experiência no ambiente.

►Os gestos práxicos podem ser executados na presença ou ausência dos objetos. Os gestos gráficos construtivos, reportam à atividades de desenho, escrita, construção com peças, símbolos, etc…

►Luria e Ajuriaguerra fizeram pesquisas, estudos e relatos profundos sobre as apraxias.

►Fala-se hoje em apraxia ideatória, ideomotora e melocinética, ligadas aos gestos deficitários; elas podem ser confundidas com síndromes cerebrais.

►Ajuriaguerra: falou-se em apraxia sensório/cinética; somato/espacial; apraxia de formulação simbólica; apraxias especializadas (como as faciais, posturas).

► Os cientistas afirmam que este é um transtorno complexo da função integrativa superior ou dificuldade de unificação de múltiplos impulsos perceptivos; não corresponde à deficiência mental (a não ser se for associada).

►Observações da rotação dos alunos no espaço e agilidade nas ações tempo/espaciais.

►Verificação das praxias linguais (língua para fora), movimento dos olhos sem mexer a cabeça (praxia ocular).

► Testagens nas noções egóicas (eu) e ligações do “eu” com o mundo dos “outros” – pessoas, fatos e objetos.

► Linhas de atendimento sensitivo – práxico e gnótico (sensações, ações coordenadas e saberes).

► Reorganizar processos eutônicos ou de educação psicomotora condizente com as dificuldades da criança (ver etapas e desenvolvimento) principalmente no tocante ao esquema corporal.

►Ajudar a organizar a percepção e o controle de cada parte do corpo, das relações entre elas e a noção global de si mesmo no espaço.

► Procurar oportunizar equilíbrio postural econômico e prazeroso; uma lateralidade bem definida, boa direção de impulsos e inibições assertivas no controle tônico.

►Utilize técnicas intercaladas entre ação x relaxamento, envolvendo respiração e movimentos sintonizados. Pode usar música, fala suave, entonação afetiva e materiais sensitivos (toques de pelúcia, etc…).

►Facilite a dança, ginástica com ritmos, caminhos na linha, ultrapassagens de barreiras, contornos de círculos, etc…

►Use confecção de desenhos com linhas de partida, pegadas, chegadas…

►Seja realmente mediadora de aprendizagens, ressignificações.

Publicação sugerida pelo autor.

4 Comentários Respondidos

  • Gláucia  19 de março de 2017 em 15:32

    Em uma aula de Educação física conseguimos trabalhar esse tema que a autora nos apresentou.

    Responder
  • Karoline  23 de março de 2017 em 18:25

    Nos professores podemos trabalhar esse tema em sala de aula de forma rica e diversificada para auxiliar nossos alunos.

    Responder
  • Cristina Pereira Gomes de Azeredo  10 de dezembro de 2017 em 21:49

    Entendi que as praxias não são inatas, vem construindo a partir da experiência do sujeito com o meio.São perturbações , atraso ou perda das funções responsáveis pela memória, ligada a ação motora.Segundo os cientistas é considerado como um transtorno complexo.

    Responder

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