Beltrão, fala sobre a sociologia da família contemporânea tomando um aposição analítica sobre ela, não só descritiva. Para o autor, o grupo familiar foi um dos sistemas sociais que mais foram atingidos pelas modificações sociológicas do nosso tempo.

Reflexões sobre a família e a vida. 3Citando alguns sociólogos como Marx, Engels, Spencer e outros, mostram certas tendências da família atual. Uma delas é a alteração da linha de autoridade que era típica patriarcal; outra é a tendência de emancipação da mulher, fato correlato com a emancipação dos jovens frente à autoridade dos pais.

Grande parte dos sociólogos hoje; compartilha Beltrão, considera que a família contemporânea resulta de processos históricos de desenvolvimento geral, em especial, o econômico, com a vinda das populações rurais para as zonas urbanas. Tudo parece estar engrenado, pois à mobilidade social liga-se às transformações de status, valores e costumes, inclusive alterando o papel da mulher nas sociedades pois, nelas nascem crianças que necessitam de cuidados que antes eram oferecidas por mães e amas cuidadoras.

O matrimônio que foi fundamentado nos acordos ou contratos entre pais dos jovens, em situações de interesse ou razão, hoje se encontra fundamentado no amor e este ainda carregado de emoções e afetos nem sempre constantes ou permanentes, dá lugar a distanciamento, brigas, intolerâncias e separações. Hoje, a dependência psicossociológica e econômica da esposa e dos filhos, em sua maior idade, já não têm tanto peso, visto a emancipação possível, com as possibilidades de estudo e trabalho.

Por sua vez, o direito de escolher, de amor individual, como fruto da linha de direitos humanos, parecem ter promovido certa crise masculina, deixando que o homem precise reelaborar com maior flexibilidade a antiga noção de chefe de família, poder e prestígio, domínio de marido e pai sobre esposa e filhos, o que muitas vezes implica em violência familiar sem controle.

As funções familiares mudaram, os hábitos se alteraram, as modalidades de companheirismos e relações, inclusive sexuais, tomaram novos rumos e novas organizações familiares foram criadas para além da família nuclear. Hoje se Reflexões sobre a família e a vida. 4definem e se questionam várias dessas funções familiares, em especial as funções pessoais que dizem respeito à família como grupo social – relação entre marido e mulher, relação entre pais e filhos, relação entre irmãos – em interdependência. Tendemos a ver tudo isso como processos históricos e sociais com implicações psicossociais e estes se mostram como caminhos sem volta, a espera de modalidades novas de relacionamentos e interatuações mediadoras.

Desiderio faz uma crítica a essa evolução social considerando que o avanço tecnológico promoveu a involução humana. Para ela, nem sempre o novo indica positividades, muitas vezes é ameaçador e causa estranheza por ser algo desconhecido pressionado a modificações das estruturas já organizadas em nós. A negação à mudanças como resistência estaria inerente `natureza humana, tanto quanto os esforços de abertura ao novo. Diz que há um movimento proveniente do eu interno que se descobre através da reflexão, incorporação e reorganização pessoal da experiência.

Essa relação nos doe em contato com o eu profundo e, pais , filhos, irmãos, amigos e outros servem como espelhos para nos ajudar a enfrentar e a conhecer melhor a nós mesmos. Neles e com eles, descobrimos imperfeições, qualidade, talentos, como alunos da “Escola da vida” a permitir vislumbrar novos horizontes. Para a autora, o encontro com nós mesmos pode nos custar uma amizade, um casamento ou afastamento de alguém especial, por causar possíveis e impactos entre um e outro.

Tem sido difícil para o grupo familiar lidar com as polaridades amor e ódio, aproximação e afastamento, liberdade e compromisso. Marido e mulher, pais e filhos, compartilham espaços psicossociais e físicos que nem sempre gostariam de dividir.

(…) lutam numa área comum com objetos às vezes bem diferentes, em que cada qual tenta proteger o território que julga seu. Cada setor do território é partilhado com parceiros próximos e distantes. A exclusividade do campo, entretanto, é utopia.(DESIDERIO, 1992, p.12)

Geralmente o território é mais emocional do que físico. Pais e filhos apregoam direitos enquanto um ou outro defende sua posição; neste antagonismo a luta de poder permanece, a área comum torna-se uma arena e apesar do afeto uns pelos outros, o distanciamento e a hostilidade muitas vezes são vencedoras.

A luta é interna, em cada membro familiar em conflito, mas esta se torna aberta quando um se defende do outro, em posições de ataques, verbais ou gestuais, e às vezes pela in diferença ou silencia. Desiderio afirma que quando isto ocorre, ao nos distanciarmos do outro amado, estamos nos separando de nós mesmos. Nos perdemos sem saber que a razão maior de tanta luta está mesmo é dentro de nós. O outro me apenas o espelho do que tememos ou de que precisamos, neste embate quase irracional.

A terapia familiar pode lidar com o “núcleo real representativo da macro estrutura social – a família.” A terapia familiar pode abrir os espaços a reflexões sobre os territórios pessoais de cada sujeito desse grupo, suas disputas e emoções inerentes. Desiderio diz que essa terapia também encontra a resistência do grupo, de cada membro, precisando predispor o terapeuta a cuidados mais específicos com a territorialidade de cada um, na dinâmica familiar. Mas enfatiza que a terapia bem conduzida tende a surtir efeitos positivos.

Configura como turbulenta no inicio e até aproximadamente a primeira metade do tratamento, após o que a turbulência diminui e cede lugar a reorganização sensorial, perceptual e afetiva dos integrantes do núcleo familiar e da estrutura. (DESIDERIO, 1992, p.17)

Reflexões sobre a família e a vida. 5Há sempre certo receio de exteriorização de sentimentos e pensamentos, o que conduz a atitudes resistentes. O temor da censura é forte o bastante para impedir diálogos necessários em grande parte das vezes. “Uma das finalidades da terapia é a de distensionar a família” que está sob forte pressão. Mais, liberados, os membros podem encarar seus afetos, medos, desejos e argumentos com o mínimo de risco, em prol de reorganizações.

As trocas familiares são necessárias; se os membros familiares pudessem se reunir de quando em vez para conversarem, sem julgamentos mútuos, alerta Desirerio, e se o fizerem dentro de uma atmosfera de respeito e compreensão, mais forte poderia ser a interação familiar. Quando essas troca inexistem, cada membro da família busca o diálogo fora da família, como reforço a sua singularidade e a sua personalidade grupal.

A autora aborda a questão das patologias familiares, e diz que tal qual os partidos políticos, asa famílias, quase sempre, se agrupam dependendo dos objetivos pessoais e afinidades entre eles. Assim se organizam duplas como pai-filho, mãe-filha, irmãos entre si; estas duplas provocam prováveis sentimentos de rejeição X conivências, dissolvendo a equipe familiar ou promovendo “ataques e contra-ataques”, não permitindo que a família ofereça a “segurança psicoemocional” que deveria a todos os seus membros.

Reflexões sobre a família e a vida. 7A intolerância é comum entre famílias repletas de disputas, os conflitos, as expectativas sobre o outro são geralmente erguidos em padrões e se este não se enquadra neles, por ser diferente é geralmente marginalizado ou relegado a plano inferior de significação. Desiderio diz que “comportamentos diferentes do esperado levam a respostas sociais punitivas.” Cada um tende a conciliar as imposições sociais à obediência, mas também tendem a fazer valer os seus desejos e impulsos contestadores.

A vida comunitária hoje é complexa e ameaçadora, já não temos como confiar nos outros e às vezes nem mesmo nos familiares; nem sempre temos “o calor humano desejado” e perder essa intimidade com o outro nos leva a um enorme sentimento de solidão.

Desse modo, muitos preconizam a solidão ou a antecipam, pois a concepção de que “viver se torna um ato perigoso”; assim afasta as pessoas dos grupos sociais, quando se sentem ameaçadas na sua autenticidade, no seu jeito próprio de viver a vida. Confianças e desconfianças, numa “gangorra de sentimentos” acabam por impedir a espontaneidade nos relacionamentos tanto familiares quanto extrafamiliares; promovendo fechamento em lugar de diálogos. Com reflete a autora, “aquele que não conseguir perceber como é com quem se relaciona, de diferentes maneiras, em situações diferentes, tenderá ao desequilíbrio e sofrerá com sua própria inadequação”.

Entretanto, esse ponto de equilíbrio, não é tão individual assim, hoje o vemos também como contextual, em situações onde todos deverão participar em processos de adaptação constantes. Isto pode implicar em dor e sensações de violação à subjetividade, quando é preciso ir contra tendências e valores para agradar aos demais.

As disfunções personais ou conjuntas, em interações familiares ocorrem a todo instante; filhos vão imitando a dinâmica conjugal, assumindo comportamentos similares e vestem as roupagens que não são suas, dificultando a construção de suas identidades. As terapias familiares podem e devem ajudar as reflexões e tentativas de reorganização.

Lembremos que os atritos e as disputas entre casais são geralmente resultados de pontos de vista diversos, de culturas ou interiorizações diferentes ou antagônicas entre um e outro. O confronto dessa cultura é necessário, evitando conclusões e cortes irreparáveis.

A autora diz que a maior parte das famílias é sede de desencontros pessoais, ao mesmo tempo em que tendente a formação de uma ideologia familiar. Nesses encontros e desencontros crescem os filhos, futuros pais de outras gerações, a levar tais experiências e condicionantes como uma espécie de herança, até que os jovens se rebelem. Desiderio acrescente: “A família é uma escola prática onde nem os pais conhecem a teoria; é a sede de ensino de prováveis atitudes ligadas por seus ancestrais através dos tempos”.(DESIDERIO, 1992, p.25)

Desconhecimentos e busca de novos conhecimentos é parte da construção do ser humano natural e cultural. Bem orientador, os casais poderão, mesmo com a evolução sócio-histórica da família e suas possíveis desarticulações, estes poderão estabelecer formas psicoafetivas coerentes de modo a alcançar ou preservar a existência de uma família feliz.

  1. BELTRÃO, Pedro Calderam. Sociologia da família contemporânea. Rio de janeiro, Editora Vozes, 1993.

  2. DESIDERIO, Fiorangela. Convívio: análise dos aspectos relacionais humanos. Rio de Janeiro, Editora Vozes, 1992.

Publicação sugerida pelo autor.

33 Comentários Respondidos

  • Stefani Silva Lima  4 de maio de 2017 em 17:24

    Antigamente não se aceitava o que era diferente do costume da sociedade,uma mulher não podia trabalhar e dividir as tarefas de casa com seu esposo ou ser mãe solteira,o que era vergonha para sua família.Hoje isso nos é comum aprendemos(ou deveríamos ter) a respeitar as diferenças,mas também parece que não se tem mais conversas,qualidade de tempo e dedicação a família como se tinha antes.Vivemos uma vida corrida,com atividades múltiplas e do uso em excesso da tecnologia.Sinto que a sociedade em pontos evolui e em outros pontos parece regredir.

    Responder
  • Bárbara Roni  9 de maio de 2017 em 16:07

    Nosso maior desafio é aceitar que somos frutos de uma sociedade muito diferente hoje. Nos dias atuais mulheres tomam responsabilidades que antes era somente dos homens e querem tomar a liderança da casa em todos os sentidos.( Em Prov.14,1 diz: A mulher sabia edifica sua casa mas tola a destrói com suas mãos). Entendo que a mulher tem que trabalhar, se ganhar mas que o marido, amém, mas que isso não faça ela querer ser mais que seu marido. Temos que aceitar que o marido é o cabeça da casa, o provedor. Entendendo esse conceito de família os filhos cresceram em um lar de muita compreensão, respeito, amor, harmonia. Uma mulher sabia não toma a liderança do seu marido, ela ajuda. Com isso criaram um vínculo afetivo entre o casal e seus filhos.

    Responder
  • Lorenna Nascimento  10 de maio de 2017 em 15:28

    Que muita coisa mudou de antigamente para os dias de hoje isso é fato. Uma sociedade em que muitas familias ja não praticam mais o respeito dentro do lar com os lideres da casa (os pais), é filho gritando com pai e pai gritando com filho e é claro nada se resolvendo. Uma das tradições que vêm se perdendo com o passar dos anos é pedir bênção aos pais, avós e tios. Essa nova geração vem sendo influenciada de que hoje o casamento é algo desnecessário, levando pessoas a irem se frustrando emocionalmente com ciclos de relacionamentos inacabados. Por isso acredito que alguns ensinamentos de antigamente deveriam continuar a serem passados para os filhos hoje em dia. Como o valor do casamento, a necessidade do respeito de pais para filhos e de filhos para pais, entre outros.

    Responder
  • Mara Cristina Andrade Nunes  10 de maio de 2017 em 20:28

    Antigamente o homem que era o responsável em cuidar das despesas da casa, e a mulher cuidava da casa e dos filhos, com passar do tempo as coisas foram mudando, a mulher quis adquirir seus direitos e com isso mudou muito a vida de muitas famílias. As vezes por motivo da mulher trabalhar fora e receber mais que o marido,ela se acha no direito de querer se colocar no lugar dele, e assim as vezes trazendo discórdia para dentro de casa. A mulher tem que entender que ela mesmo trabalhando fora e ajudando, o marido que é o chefe da casa.

    Responder
  • izi-costa  11 de maio de 2017 em 09:29

    Do jeito que as coisas evoluiu com tempo as famílias também evoluíram, de uma parte foi boa porque antigamente só o homem era responsável por tudo a mulher por sua vez era submissa a ele e só vivia para manter suas tarefas de casa e cuidar dos filhos, acredito que ,se hoje tivesse um pouco da rigidez que teve no passado as famílias não estaria tão desestruturada do jeito que esta hoje.As coisas estão tão mudada que os filhos passam por algum problema e os pais não chegam nem ficar sabendo ,não tem mas diálogo respeito e nem confiança uns com os outros e com isso acaba cada um fazendo o que acha o que e certo e por ai vai .

    Responder
  • Evelyn Alves da Cruz  11 de maio de 2017 em 18:37

    As mudanças na sociedade atingirão fortemente o sistema familiar fazendo com que acontecesse muitas transformações. Essas transformações alteraram as posições já estabelecidas dentro do grupo familiar e trouxe mudanças nos hábitos de cada família. Algumas alterações acabaram com a autoridade dos pais sobre os filhos, pois fizeram com que a imagem dos pais fossem diminuídas. A queda da autoridade dos pais não é o único problema, os conflitos que acontecem entre o casal que rege uma família também influencia para que exista a dificuldade de preservar a felicidade dentro de um lar.
    O desafio do grupo familiar é saber lidar com as diferenças de cada ser, é saber entender que precisam respeitar o espaço e as escolhas de seus familiares. Devem levar em consideração de que para cada problema que se consegue visualizar em uma pessoa existem muitos outros problemas que são internos.

    Responder
  • Mikaela Calmon  12 de maio de 2017 em 15:34

    A sociedade em que vivemos hoje, é muito diferente da antiga.
    Os pais tinham o respeito de seus filhos e a família era o bem mais sagrado e respeitado que existia. Hoje vivenciamos em muitas famílias, os filhos mandando nos pais.
    As famílias vem mudando com o passar dos anos, vem se desfazendo por motivos fúteis. Mudaram hábitos, o modo de viver e criaram novas famílias, tais como as de casais homossexuais, que vem causando bastante polêmica em meio a sociedade.
    Os grupos familiares não se respeitam, não se entendem e causam mal para quem convive em meio a eles. Atingem seus filhos psicologicamente, e causam danos muitas vezes irreparáveis.
    A família tem papel primordial.
    Um casal que vive uma vida conturbada, irá passar para seus filhos uma visão ruim de vida em família, de casamento.
    Existe um ditado que diz, “que os filhos são espelho dos pais”.
    Sendo assim, famílias que passam valores uns para os outros, passam uma boa convivência, terão bons resultados futuros.

    Responder
  • Taciany Minini  12 de maio de 2017 em 16:34

    Esta claro que a maioria das famílias de hoje estão bem distantes das famílias de antigamente. Hoje em dia não é só dever do homem manter uma casa, não é só ele que pode trabalhar, as tarefas estão bem divididas entre homens e mulheres. Á muitas mulheres independentes, assumindo as responsabilidades de uma casa. Mas isso não da o direito de uma mulher passar por cima da autoridade de um homem, ou se achar melhor que ele, deve existir um respeito das duas partes, o que é fundamental para ter um bom convívio na família, para que assim os filhos respeitem seus pais e que cada um saiba seu devido lugar.

    Responder
  • Thais Soares Ferreira  12 de maio de 2017 em 16:36

    Os tempos passaram e muitas coisas mudaram nas relações da família, antes a esposa era submissa ao seu marido e os filhos obedientes aos seus pais. Porém as coisas evoluirão e muitas mudanças ocorreram, principalmente no grupo familiar. As mulheres se tornaram independentes e com isso passando mais tempo fora de casa juntamente com seus maridos em seus respectivos trabalhos, fazendo com que quase não sobre tempo para seus filhos, mais isso já é muito comum hoje em dia, porém deve ser administrado de uma forma para que não se perca os ensinamentos e os respeito no ambiente familiar, de marido e mulher e de pais com seus filhos, dedicando uma parte do tempo para um bom dialogo e convívio.

    Responder
  • Priscila Almeida  13 de maio de 2017 em 11:27

    Família hoje não está em união, mulheres não se dedicam mais aos filhos, homens perderam seus respeitos, filhos não são amorosos, e isso tornou um desafio a sociedade, pois esta relacionada ao futuro; Em tantas mudanças, não esta só direcionada ao ser familiar e sim politicamente. O país que vivemos obrigam famílias ser desestruturadas, trazendo os pais em separação aos filhos, por que se dedicam o dia a dia trabalhando e a educação esta distinta quando falamos em pesquisas, não à mérito a professores, não á qualidade de vida e nem de ensino; isso transformou a degradação familiar.

    Responder
  • Amanda de Fátima Bernardes Wanderley  13 de maio de 2017 em 17:58

    Nos dias de hoje muita coisa mudou em comparação a antigamente, antes o pai escolhia o pretendente da filha, só podia ter relações depois do casamento, para namorar era no sofá perto dos pais, se engravidasse nova era expulso de casa sem apoio familiar, nos dias atuais, adolescentes engravidam sem se casar, ou são mães solteiras, boa parte das mulheres comandam a casa e seu marido, antes a disciplina com os filhos era rígida, os filhos hoje só faltam mandar em seus pais. Casamentos não são mais duradouros, tudo está bem diferente em relação ao tempo do nossos avós. Mulheres tem direitos igualados com os homens, coisa que antes era um absurdo. Em certa parte essa evolução foi boa, em outra trouxe complicações na estrutura familiar.

    Responder
  • Suellen xavier  13 de maio de 2017 em 21:01

    Antigamente toda responsabilidade sobre a casa era do homem mas agora a mulher também tem o seu lugar, mulheres hoje estão em carreiras que antigamente só os homens podiam estar, isso em alguns aspectos é bom, no entanto as mães perderam um pouco de dialogo com seus filhos, os pais estão atarefados demais e por isso quase não tem tempo de dialogar seus filhos, os pais tem que dar mais atenção as necessidade dos seus filhos e conversar mais para ter um bom convívio.

    Responder
  • CARLA RODRIGUES EDUARDO JARETA  14 de maio de 2017 em 16:40

    Século XXI, aqui estamos, tempos modernos onde um novo conceito de família tem sido popularizado.
    Mas ainda é tudo muito novo, o resultado destas mudanças ainda não estão bem visíveis, mas com certeza trará consequências quer sejam boas ou más.
    A sociedade é crescente sempre há algo novo e inusitado, familias formadas por imposições, por amor, por convência devemos analizar tudo com muita cautela sem fazer julgamentos, pois não temos este direito.
    A evolução da humanidade, nos traz papéis invertidos nestas novas concepções de famílias ao qual estamos tradicionalmente familiarizados.

    Responder
  • CLAUDIA RABELO DOS SANTOS  14 de maio de 2017 em 17:48

    Na sociedade contemporânea, há uma diversidade de modelos de famílias, sendo que tornou-se impossível classificar e principalmente julgar os bons e maus. Algumas famílias encontram o seu equilíbrio numa relação estável e fechada, outros, ao contrário, nada querem sacrificar da sua aventura pessoal preferem uma fórmula de família “personalizada”, sem constrangimentos e sem obrigações, onde os indivíduos vem basicamente recarregar as suas baterias antes de saírem mais uma vez pelo mundo afora. (Collange apud José Filho, 1998, p.45, destaque do autor). Assim o que encontramos é a busca pela estabilidade financeira, a satisfação pessoal e a realização de um sonho: casar-se, o que acaba conduzindo a um casamento no qual os projetos individuais são esquecidos, em que um se anula em relação ao outro. E isso tem gerado conflitos familiares, muitos se desencontrando, nessa revira volta, sem nenhum preparo emocional e psíquico para enfrentar as novidades do dia a dia. O impacto desses desafios influencia o cotidiano dessas relações. A família será sempre de grande importância na sociedade, a educação e os bons costumes vem de uma família bem estruturada.
    FAEV-1º PERIODO

    Responder
  • Geilza de Souza Delfino Gomes  15 de maio de 2017 em 00:03

    Quando falamos hoje em família fica difícil classificar em gênero e grau , principalmente pelos mais antigos que são da época da família tradicional. formar uma família hoje virou como se fosse um negócio , as pessoas tentam e não dando certo o casamento se separam, o problema é que muitas das vezes nestas tentativas geram-se filhos , os quais ficam perdidos e não conseguem formular o sentido verdadeiro de uma família ou seja : uma casa , uma mãe, um pai e naturalmente os filhos .
    A sociedade futurista a maioria de hoje, não conseguem seguir os valores das famílias tradicionais nas quais o pai tem seu papel como provedor do lar e a mãe como criadora e educadora dos filhos.

    Responder
  • Neilza Monteiro Lopes  15 de maio de 2017 em 00:45

    A família contemporânea traz novos desafios, um deles é a constante busca pelo auto conhecimento. O que antes era imposto, como casamento, educação dos filhos, autoridade patriarcal, ficar casado até que a morte os separe, hoje é escolha. A sociedade não está sabendo lidar com o novo modelo de família, gerando muitos conflitos internos.
    As atuais escolhas e a vida moderna causam no indivíduo um turbilhão de emoções, questionamentos e conflitos internos. Onde o ser está sempre lutando para saber se está agindo certo ou errado com os filhos, se escolheu a pessoa certa para casar, se virando em dez para dar conta de casa, filhos, parceiro, trabalho.
    A vida hoje nos ensina que eu sou o único responsável pelas minhas escolhas e, se não der certo, foi porque eu não soube conduzir e a responsabilidade individual fica cada vez maior gerando, muitas vezes, a culpa.
    Para diminuir as angústias e a culpa causadas pela vida moderna e necessário estar em constante harmonia familiar. Dialogar mais e julgar menos, daber falar e saber ouvir, reconhecer e ser grato aos que estão ao nosso lado e estabelecer parcerias. Não podemos abraçar o mundo com as mãos, uma hora sai do controle e fica muito mais difícil resolver.

    Responder
  • Veronica Lube  15 de maio de 2017 em 13:30

    A família contemporânea passar por mudanças em muitas dimensões,ao longo dos tempos, tal questão está entre os que mais têm causado polêmica. O sistema familiar moderno tem gerado muitas discussões. A história nos mostra que houve um longo percurso para chegarmos aos modelos atuais. – Antigamente, as mulheres eram usadas como sendo escravas e objetos sexuais. Faziam tudo o que lhes era imposto, eram consideradas um ser desprezível, Eram uteis apenas para cuidar dos filhos, executar as tarefas domésticas e satisfazer os homens, a mulher era figura sem nenhuma expressão nas decisões da família ou do grupo social da época e aguardou mais de três séculos para conquistar direitos possíveis de registros.

    Responder
  • Camila da Penha Oliveira Carneiro  15 de maio de 2017 em 14:04

    Os anos se passaram, e com ele, toda uma cultura mudou. Hoje em dia, já não se vê muita ligação entre pais e filhos. Antigamente pais eram mais respeitados, os filhos eram mais obedientes, a família era mais unida. A tecnologia de hoje, afastou muitas famílias da mesa, para ter aquele momento de união, momento de dialogar. A família antigamente tinha o pai como protetor, e a mãe que cuidava dos filhos e do lar. Sem ser contra a emancipação feminina, mais os filhos e o lar deveriam ainda ser prioridade. As mudanças que ocorreram na sociedade, teve sim o lado bom, mais também desestruturou muitas famílias.

    PEDAGOGIA 1° PERÍODO- FAEV

    Responder
  • Erieth dos reis pechincha rodrigus  15 de maio de 2017 em 15:19

    Com o passar do tempo muito coisa mudou,o que antes era imposto,hoje
    passou a ser opcional.
    Mesmo com tanta mudança a familia se sente perdida em mio a suas escolhas .
    Os filhos de hoje ja nâo respeitam seus pais,falta dialogo.
    Talvez tanta mudança nâo tenha cida assim tâo bom.

    Responder
  • Vitória Gomes Cassiano Barcellos  15 de maio de 2017 em 15:31

    Família, é um grupo social que, além de integrar o sujeito na comunidade, cria e molda o indivíduo. Na antiguidade clássica, existia um padrão de ideia que esse grupo deveria seguir, o modelo de “família natural”, a ideia padrão de família natural na época tinha que ser formado por um homem e uma mulher unidos pelo casamento e seus filhos. Mas de uns tempos para cá, o mundo passou por inúmeras mudanças que mudou esse conceito. Mudanças como: a aceitação da mulher no mercado de trabalho, o aumento do número de divórcios e uniões homoafetivas.
    O que acaba agravando mais, é o preconceito, pois alguns indivíduos acreditam que somente o modelo de família tradicional é o “certo” e acabam julgando aqueles que fogem do padrão. Esse problema acontece principalmente com casais homossexuais, desrespeitando até a constituição civil, que garante a liberdade e igualdade à todos e tem como objetivo garantir a dignidade de cada pessoa.
    Com as mudanças ocorridas no mundo, houve também a mudança de alguns valores, que acabam gerando certas frustrações entre pais e filhos. Isso facilita a desestruturação da família, tendo como consequência, filhos entrando no mundo do crime e fazendo o consumo do uso de drogas, podendo também se tornarem indivíduos violentos ou depressivos, e levando os até a cometer suicídio.
    A família e a instituição mais importante para a manutenção da sociedade, por ser responsável pela formação do indivíduo que a insere.

    Responder
  • Laisnara Cristina  15 de maio de 2017 em 15:38

    É normal haver mudanças com o passar do tempo, antigamente o marido era incumbido a trabalhar e pagar as despesas da casa, enquanto a mulher cuidava da casa e dos filhos.
    Hoje em algumas casas os papeis já até mudaram, e isso é bom pois mostra que ambos tem a mesma capacidade que o outro.

    Responder
  • taisa de lima lira  15 de maio de 2017 em 18:43

    Com o passar do tempo as famílias foram sendo reformuladas,e criando os seus próprios conceitos.Se afastando das bases e preconceitos da sociedade dos tempos antigos. Pois no tempo de hoje não é só mas o homem que sai pra conquista o pão a mulher também se tornou um provedor,e a mulher também não arruma mas a casa sozinha ela passou a dividir as tarefas de casa. Nós mulheres se tornamos fortes e com voz,somos independente e claro com o apoio de nossos maridos. Não somos o ponto de equilíbrio sozinhas na educações do nossos filhos os pais estão fazendo sua parte e nos ajudando a resolver todos os problemas no cotidiano de um casamento e familiar.

    Responder
  • Phelipe Pereira Domingos  15 de maio de 2017 em 18:58

    Na minha opnião,com o passar do tempo as características da familia sofreu inúmeras alterações.Antes o homem trabalhava fora e a mulher era responsável pelos filhos eo serviço de casa.Com o passar do tempo a mulher conseguiu ter oportunidades no mercado de trabalho,porém fica mais tempo longe dos filhos isso interfere um pouco na educação.(“Porém nessa crise que assola o Brasil só o homem trabalhando não completa a renda familiar então esse sacrifício é justificável”).
    Outros fatores como meninas novas engravidando e muitas vezes tendo que criar seus filhos sozinhas,sem estrutura,isso interfere no desenvolvimento perante a sociedade da criança e da mãe que não deixa de ser uma criança também.

    Responder
  • Jackeline Batista de Almeida Soares  15 de maio de 2017 em 22:22

    Desafios sempre existiram. Mas creio que hoje a complexidade aumentou.
    Devido a revolução feminista a mulher se sobrecarregou de tarefas, colocando em risco a estabilidade do lar. Cada um tem um papel fundamental, obrigações e direitos que devem ser respeitados. Abrir mão do querer para o bem comum tem que fazer parte de um casal. Valorizar o outro, se colocar no lugar do outro, acho que esse é um dos caminhos para administrar os desafios que cercam a família.
    FAEV

    Responder
  • Vanda Bento Constatino  17 de maio de 2017 em 15:28

    Segundo os estudiosos da chamada pre-historia as famílias surgiram como forma de organização social para facilitar a vida cotidiana .As mudanças do seculo XX trouxeram vários desafios para a sociedade atual no quesito família á indivíduos que tem uma opção diferente e ainda sofrem preconceitos ,como as mães solteiras e os homossexuais todos esses indivíduos querem e merecem respeito.

    Responder
  • LARISSA DUARTE CALDEIRA  17 de maio de 2017 em 18:04

    As famílias de hoje tem mais informações quantos as famílias no passado, ligado a isso se tem a tecnologia onde todos tem o acesso.
    Antes, o pai exercia uma autoridade no lar quanto com a mãe e filho, já hoje não existe mais em muitas famílias, infelizmente se acabou o respeito entre o pais e filhos.
    Com toda as mudanças que o país vem vivendo, a cada dia surge um desafio para a família, cabe aos pais terem mais rédia, não controlar ou proibir mas sim, educar, ensinar e ajudar seus filhos a forma de viver com a conscientização das mudanças e diferenças.

    Responder
  • THAIS CONCEIÇÃO SANTOS  17 de maio de 2017 em 20:15

    Podemos notar mudanças a cada geração, nossos avós conviverão com coisas que jamais iremos conhecer , nossos pais também tem historias bem diferentes da que vivemos hoje . Essas mudanças afastou o vinculo familiar , nos dias atuais a maioria dos adolescentes e jovens perderão o respeito pelos pais ,agressão familiar virou rotina na sociedade ;um absurdo.
    Com essa geração atual (virtual) perdemos a comunicação verbal dificultando a aproximação familiar .
    Teve mudanças boas também nesse logo tempo a mulher se libertou conseguiu sua igualdade na sociedade podendo decidir seu próprio caminho e destino .

    Responder
  • Toaeny Cristina dos santos  18 de maio de 2017 em 10:57

    Acredito que com essas várias alterações que a gente vem sofrendo muitos valores da família acabam sendo deixados de lado,como a hora do jantar que era o momento de todos se sentar a mesa e conversar sobre o seu dia,isso não existe mais ou é muito raro…outro fator é que hoje a mulher trabalha fora para complementar a renda a educação dos filhos “Fica um pouco mais falha”,porém muitas vezes é necessário pra complementar a renda da família.

    Responder
  • jessica gonçalves  27 de maio de 2017 em 15:58

    Nossa sociedade hoje e diferente da sociedade antiga, antes o homem tinha a responsabilidade da casa,hoje ele divide essa responsabilidade com a mulher,tempos atrás o diálogo era algo comum entre as famílias, já nos dias atuais esse diálogo é raro. uns dos desafios em que as famílias enfrentam hoje e a questão da educação com os filhos, atualmente os pais tem uma dificuldade em educar seus filhos e isso acaba desestruturando famílias ,um outro desafio dentro das famílias e de como lidar com as diferenças muitas vezes casal não sabe lida e acaba tendo uma vida conturbada.

    Responder
  • christian carla neves de souza moreira  31 de maio de 2017 em 12:39

    hoje em dia e muito raro a pessoa ver uma família reunida na mesa para um simples almoço ,estando todos ocupados na correria do dia a dia mal dá um tempo para falar com os filhos ou até mesmo saber como foi o trabalho do marido, etá faltando um pouco de tempo e compreenção de ambas as partes para tirarmos um tempo para ficarmos com a nossa família.

    Responder
  • Ruth Ribeiro. 1' Período Faev  31 de maio de 2017 em 12:46

    Muitas coisas mudaram, e todo mundo tem a consciência disso. O respeito entre as famílias já quase não existe mais, os valores de antigamente foram deixados de lado, filhos não respeitando os pais, a mulher não respeitando seu marido e ele também não à respeitando.
    Valores esses que são fundamentais para uma boa convivência no lar, uma família estruturada, e o respeito entre as pessoas.

    Responder
  • Genilsa de Sousa Delfino Cézar  31 de maio de 2017 em 23:15

    Nós dias atuais mulheres tomam responsabilidade que antes era somente dos homens e querem tomar a liderança da casa em todos os sentidos. Nosso maior desafio é aceitar que somos frutos de uma sociedade muito diferente hoje.
    Uma mulher sabia ñ toma a liderança do seu marido, ela ajuda. Com isso criaram um vínculo afetivo entre o casal e seus filhos. (Em Prov. 14,1 diz: A mulher sabia edifica sua casa mas a tola a destrói com suas próprias mãos). Entendo que a mulher tem que trabalhar, se ganhar mais que o marido, amém, mais que isso ñ faça ela querer ser mais que seu marido. Temos que aceitar que ele é o cabeça da casa, o provedor.
    Entendendo esse conceito de família os filhos cresceram em seu lar de muita compreensão, respeito, amor, harmonia.

    Responder
  • Nivia Chiarelli A. Akahori  16 de novembro de 2017 em 19:58

    Vivemos numa sociedade completamente diferente da de nossos avós. A família foi bombardeada com mudanças, o homem perdeu seu posto de “chefe” da casa e com isso teve que se reinventar, a submissão da esposa que deu lugar a sua independência. O avanço tecnológico deixa as pessoas cada vez mais conectadas e isoladas. Entre pais e filhos não se sabe qual fala mais alto acerca de seus direitos e deveres. A vida em sociedade é cada vez mais complexa e desafiadora nos levando muitas vezes à solidão, pois temos pontos de vista diferentes. Acredito que chegamos num ponto que precisamos olhar pra trás e resgatar os valores primordiais para quem sabe entrarmos em comunhão com o bom senso e trazermos de volta valores necessários a boa convivência como o amor ao próximo, o respeito e a verdade. Evoluir é sempre bom mas como tudo na vida precisar precisa ser em doses homeopáticas.

    Responder

Deixe um comentário

Por favor, insira seu nome. Por favor, indique um endereço de email válido. Por favor, indique uma mensagem.