Partindo do pressuposto de que é através da educação que o processo de humanização se intensifica, pois o ato de aprender se apresenta como parte integrante do desenvolvimento humano social, na plenitude dos ganhos construídos na aprendizagem e, na sua relação com o mundo dos fatos, acredito que o ser homem-animal, se refina em homem-pessoa, fusão esta que ao compor as duas características permite a sincronia do homem existencial.

Entendendo, também, que dentro do mesmo processo interativo da educação, existe a possibilidade, da incorporação dos sujeitos em situação inclusiva, diminuindo, pelo menos, a sensação de fracasso, incapacidade e inferioridade, que os induzem à desistência da vivência escolar e os condena a uma existência de fracassos.

O função da escola na educação especial e inclusiva 1Na escola da atualidade, acrescenta-se o papel ou função de, além de promover oportunidades de construção e apropriação do saber, abrir espaços favoráveis aos mecanismos adaptativos com construções que conduzam os alunos às realizações, aos degraus da autoconfiança, aos caminhos da autoestima e possibilidades funcionais, deste modo, a vivência escolar, desde o início, pode ser promotora do sucesso escolar na vida de muitas crianças e jovens.

Não defendo apenas a postura lúdica ou prazerosa na educação, acredito que o ensino e a aprendizagem possam ter um cunho desafiante, trazendo certos níveis ótimos de tensão ou ansiedade, desejos de curiosidade, estímulos e, até mesmo conflitivos das escolhas a serem feitas pelos estudantes, já que a aprendizagem implica em processos de desequilibração (Piaget, 1980) e equilibração constantes, o que caracteriza a dinâmica da vida; o sistema de crenças (Feurstein, in Beuyer) do educador e a postura psicopedagógica nesta relação de crescimento é fundamental. Acreditar que o aluno é capaz faz com que a profecia do sucesso se realize (ou então a do fracasso).

É preciso lembrar que o desenvolver intelectual ou cognitivo depende bastante da qualidade da construção da aprendizagem mediada (Vygotsky) vivenciada pelo aprendiz, essa função mediadora, anexada aos conteúdos semânticos e culturais envolvidos, permitirão construções pré-operatórias e operatórias de pensamento, desde que, respeitados os ritmos e a zona proximal do seu desenvolvimento.

Acreditando na construção das estruturas cognitivas por processos de auto-regulação (Piaget) ou enfatizando as relações culturais da mediação das estruturas psicológicas (Vygotsky), o que importa, aos educadores, é a postura (psico)pedagógica, no sentido de acreditar na capacidade do outro. É necessário investir no educando e ser realmente responsável por seus graus específicos de desenvolvimento como ser humano que sente e pensa.

Publicação sugerida pelo autor.

9 Comentários Respondidos

  • Marciani Vieira Memeli  10 de julho de 2017 em 08:52

    A função da escola alem de ensinar a ler a escrever, tem um papel fundamental de ajudar esses alunos a viverem juntos com os alunos especial, pois todos nos temos limitações e aprendemos muitos com eles, e a família e professores tem um papel fundamental em ajuda-los pois todos são capazes respeitando suas limitações.

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  • Kelly Pechincha De Campos  18 de julho de 2017 em 16:02

    A função da escola é de fazer com esse aluno se sinta inserido no ambiente escolar, contribuir para a interação social com os demais alunos.
    Fazendo do direito deles a aprendizagem que é garantida por lei, não só uma obrigatoriedade mas um prazer em estar neste ambiente, mostrando a eles que todos são iguais.

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  • Adriana Lano  19 de julho de 2017 em 17:15

    A escola não deve delimitar os alunos especiais em salas especiais eles devem viver juntamente com todos os alunos da turma para que haja uma interação, onde a turma não exclua, onde tem a inclusão, onde a professora pode incluir aquele especial em algumas atividades com toda a turma, onde ele possa ver a rotina daquela turma o que ele vai fazer no primeiro momento e nos outros. Eu trabalho numa Escola onde eu fico com uma criança especial ele tem 5 anos e ele é deficiente visual ele não anda direito, ele não fala, e ele não ver nada. Trabalhar com ele sim é um grande desafio eu juntamente com a professora de Educação Especial tentamos estimular a ele a fazer várias coisas diferentes no seu dia a dia. Ele convivi na sala de 5 ano com todas as crianças ele vai em um carrinho por que ele não consegue andar Como já tinha dito e eu deixo as crianças empurrar ele no carrinho, brincar com ele mesmo que ele não consiga ver ele sente as crianças, ele vai passando a mão vai tentando reconhecer pelo toque cada um deles e eu acho que a escola ela tem que trabalhar com essa inclusão deixar a criança no meio de toda a turma e não exclui nenhum deles.

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  • Gabriela Novelli  19 de julho de 2017 em 17:27

    A função da escola na educação especial , no meu ver , também envolve a aceitação dos demais alunos. Para o aluno com necessidades especiais se sentir completamente aceito é preciso que os professores trabalhem com as demais turmas a importância de respeitar e aceitar as diferenças seja qual ela seja. No caso de alunos de nee é essencial que o docente faça com que o cotidiano seja comum, dentro das suas necessidades, porém que ele se sinta aceito e socialmente integrado.

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  • Rayane Silva Soares Bastos  20 de julho de 2017 em 08:53

    A escola além de ensinar a teoria, deve estar preparada e comprometida em inserir e incluir o aluno especial no meio escolar, fazendo com que os demais alunos aceitem que ser diferente é normal e todos temos direitos iguais perante a lei. Não basta apenas matricular o aluno, tem que fazer a diferença.

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  • Larissa Volkers Pimentel  20 de julho de 2017 em 13:08

    O texto fala da função da escola em ensinar os alunos a ler e escrever, e além disso promover um espeço adequado para a chegada dos alunos especias, que por sua vez possuí algum tipo de limitação, e é com essa estrutura adequada que faz o aluno se sentir bem no espaço que o mesmo estar situado, com isso o aluno passa a desenvolver seu aprendizado junto com os demais da sala .

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  • Fábio Xavier Calais  20 de julho de 2017 em 18:39

    A escola por mais que ela se dique na função de desenvolver no aluno, a forma integral para lele poder encarar todos os desafios enfrentados pela vida,ainda faltará algo,pois no processo de sua evolução ele vai se deparar com consequências jamais vistas e ser obrigado a tomar decisões inéditas,para solucionar o problema.

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  • Fabiany Gomes Soeiro  22 de julho de 2017 em 12:00

    Realmente a função da escola vai além do ensinar a ler e escrever, temos que ensinar também a socialização e motivação para a autonomia dos nossos alunos.

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  • Gleidiane Oliveira Rocha  28 de novembro de 2017 em 00:23

    A educação é um direito constitucional de todo indivíduo. Garantir que ela seja de qualidade é partir da premissa de que a função da escola ultrapassa seus limites físicos, vai além do muros que a cerca, se estabelece na interação não só com o ambiente imediato que a cerceia mas como também envolve diferentes contextos numa importante relação entre o micro e o macro. Sendo a educação portanto, direito de todo indivíduo, deve-se levar em conta as diferentes necessidades dos educandos, é preciso garantir não só o acesso mas a qualidade do ensino para oportunizar e potencializar a aprendizagem. A Educação Inclusiva tem sido um grande desafio na Educação Brasileira, boa parte dos profissionais não levam em consideração os diferentes canais pelos quais a aprendizagem pode ocorrer o que independe do indivíduo ter ou não Necessidades Educacionais Especiais, por isso, para se promover uma boa educação, é preciso saber como se processa a aprendizagem antes de propor métodos e estratégias de ensino. Entender como o indivíduo aprende, sob quais canais a aprendizagem ocorre, favorece e muito na escolha dos métodos mais adequados. Silva (2011) diz que “a inclusão, perspectivada como educação inclusiva, é mais do que compartilhar um espaço em comum.” (pág 17) assim sendo, o ambiente escolar além de se constituir como um ambiente de interação, precisa garantir que essa interação seja propulsora de diferentes aprendizagens, a socialização por si só, não é garantia de desenvolvimento cognitivo para todos os indivíduos, mas é uma excelente ferramenta.

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