Comentando sobre a biologia da vida cotidiana RATEY, J. J. e JHONSON, C. (1997) ressaltam as Síndromes Silenciosas, disfunções ocultas que alteram o curso de nossas vidas. Citando histórias reais mostra, dentre outras situações, como alguém com certos distúrbios ou síndromes com o TDA/H, com potenciais intelectivos e alta criatividade ao fazer livres associações, pode ter que educar seu cérebro para a linearidade e direcionalidade, em lugar de flutuar livremente.

Síndromes Silenciosas 1Para eles há muitas sombras mentais em que as pessoas normais podem se encaixar, “as vezes deprimidos, às vezes impulsivos, às vezes maníacos, às vezes obcecados(…) levemente qualquer coisa” (Jhonson, 1997, p. 53) e desse modo, o nosso cérebro, antes silencioso e reflexivo em suas ordenações apresentaria alguns ruídos. O que se percebe no corpo atingido pelo estresse, diz ele, o ruído é para o cérebro.

As sombras mentais podem levar a distorções da realidade, e resultados dolorosos. Os ruídos parecem ser sobrecargas sensoriais por dentro do sujeito. Pesquisas revelam ser esta sobrecarga bastante prejudicial à integridade do cérebro e do ego, incluindo-se dificuldades adaptadas na relação eu-mundo.

Pode-se escapar das sobrecargas sensoriais se nos afastamos delas, mas não podemos fazer o mesmo da mesma forma com o que os autores chamam de ruídos cerebrais. Por exemplo, alguns alcoólatras podem acreditar que um certo nível de embriaguez auxilia o entorpecer de ruídos indesejados. É como se o ruído impedisse uma maneira mais coerente de funcionamento em qualquer tipo de desenvolvimento, seja no físico, cognitivo ou emocional, pois o ruído altera o nível cortical, aquele que se ocupa das nossas aptidões sociais fazendo-nos retornar a níveis mais primitivos de organização cerebral.

Publicação sugerida pelo autor.

8 Comentários Respondidos

  • Joselândia de Almeida Barbosa  6 de junho de 2017 em 16:51

    Desfunções ocultas que alteram o curso de nossas vidas, citando histórias reais, mostrem entre outras situações, como alguém com certos distúrbios as síndromes com o TDA/H, com o potenciais intelectivos e alta criatividade ao fazer livres associações, alguns alcoólatras podem até acreditar que, ex: Um certo nível de embriagues auxilia o entorpecer de ruídos indesejados.

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  • Claudia Santos Coutinho  8 de junho de 2017 em 10:02

    Existem ações e comportamentos que podemos julgar errados, mesmo sem saber porque. Podemos ser vítimas da síndrome silenciosa e acabar nos culpando por falta de conhecimento. A medida que vamos tendo acesso a informações podemos melhorar a nossa qualidade de vida e ajudar aos outros e diminuir a sensação de culpa, fragilidade ou impotência

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  • Thaynara Regina Samora  8 de junho de 2017 em 14:03

    Por falta de informações criticamos alguns tipos de comportamento de crianças e adolescentes até mesmo de alguns adultos, entre tanto esses comportamentos são normais para as sua condição física e psíquica, acredito que as síndromes silenciosas são mais perigosas do que as síndromes mais conhecidas, pois se leva um tempo para que seja descoberta diferentemente de algumas outras síndromes.

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  • Eliana Azevedo Morellato Trancoso  8 de junho de 2017 em 23:50

    Esse texto é muito esclarecedor, para nós enquanto profissionais da área da Educação. Para podermos trabalhar e ajudar a entender melhor nossos alunos, pois, antes de criticar ou julgar ou isolar uma criança em sala de aula, devemos investigar, pesquisar o que há de “diferente” nela, e trabalhar em conjunto com a família, e dar o nosso melhor, ou seja, um ensino de qualidade.

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  • Evelyn de Amorim Bastos Azevedo  9 de junho de 2017 em 13:05

    Confesso que nunca havia ouvido falar dessas síndromes, lendo este texto percebi que muitas coisas que pensamos ser “normais” ou que a criança ou mesmo adulto está sendo “mal criado”, “sem limites”,”sem educação” etc, mas na verdade dentro dessas pessoas está ocorrendo um turbilhão de sentimentos que até certo ponto até conseguem controlar, mas chega uma hora que “BUMMM” estouram como consequência falam o que não precisam falar magoando outra pessoa, agride verbalmente ou até fisicamente o próximo, etc, e só eles sabem o quanto é difícil controlar a sí próprio. Parando para analisar é mais comum do que pensamos pode ser aquela pessoa sempre pessimista, preocupada mas não chega a ter uma depressão. Pode ser aquela pessoa calada, eficiente mas que um dia do nada dá um ataque onde assusta quem está próximo. Realmente, são síndromes muito silenciosas que vem de formas as vezes mais sutis ou não mas sempre como um choque para quem vê e um mal terrível para quem possui.

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  • Leticia Ramos Rodrigues  9 de junho de 2017 em 20:00

    Achei muito interessante essa síndrome ela nos leva e repensar em nossas atitudes enquanto profissionais.E que possamos investigar muito antes de julgar a criança.

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  • Zenaide Fernandes  9 de junho de 2017 em 20:30

    Realmente esse texto nos mostra que não cabe a nós julgar e achar que tudo é normal,a violência psicológica, o comportamento diferente.faz nos entender que enquanto profissionais na área da educação temos que ter um olhar diferente para solução do problema.

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  • Edmárcia Maria Kretli Neves Dias  15 de novembro de 2017 em 23:03

    Essa leitura nos remete a reflexões sérias que merecem muita atenção, a iniciar pela complexidade do cérebro humano e a possibilidade de falhas que ocorrem diariamente, que podem prejudicar a vida das pessoas, sem mesmo ter conhecimento do que está acontecendo, podendo causar danos de leves a severos no campo emocional, cognitivo e sócio-afetivo. Quando se para e pensa em várias situações vivenciadas em casa, na escola, como quando a pessoa consegue falar de seus sentimentos, demonstra um comportamento agressivo de forma inesperada, quando a mãe grita com o filho e ao mesmo tempo lhe enche de beijo, quando a pessoa tem acessos de cólera. Tudo isso são apenas tipos de pessoas ou tem algo por trás dessas reações? Segundo John Ratey e Catherine Johnson são alterações mentais, ruídos cerebrais, sombras mentais, disfunções ocultas, que todas as pessoas podem ter e que podem ser superados quando compreendidos não só como conjunto de traços de personalidade, mas como como um conjunto de traços biológicos. É preciso conhecer para conduzir a situação.
    Edmárcia Maria Kretli Neves Dias – Teixeira de Freitas-BA

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